Resumo
Douglas revisou os vídeos da manhã durante uns 46 minutos. As ondas estavam difíceis: fracas, cheias ou muito buraco (“até pra nós outros tava difícil”). Antes dos vídeos, ele contou como foram as baterias entre Ciro e Rodri: a ideia não era só a brincadeira, mas se comprometer a fazer uma manobra e completá-la. Ciro venceu as duas primeiras (5,9 e 3,5 pontos, com esquerdas) e Rodri a terceira, com 7 pontos entre uma onda de 3 e outra de 4 (00:30–03:16).
As ideias que se repetiram para o grupo:
- Onda cheia, cutback na espuma. Se a onda está gorda, não adianta seguir reto nem forçar uma rasgada: é voltar para a espuma, rebater e recuperar energia. Assim a onda fica em pé de novo e dá para manobrar (07:05–08:04, 15:52–16:19).
- Quadril embaixo. Depois de cada manobra, agachar de novo. “Todos os pros estão com o quadril embaixo”: esticado, não sobra pressão para a próxima (21:51–22:27).
- Peito, olhar e braços levam a prancha. O peito aponta para o bico, “como se tivesse uma GoPro no bico da prancha”. Para voltar de uma manobra, primeiro o olhar vira para baixo e depois os braços. Se o peito fica olhando a manobra, a prancha não volta (14:00–14:25, 35:43, 40:16–41:31).
- A onda é um trem. É fácil subir quando ele está saindo da estação, mas não quando já vem acelerando. Tem que remar mais perto de onde a onda começa e virar ali: “em vez de dar dez, você dá duas” (27:45–30:25).
- No tubo, colado na parede. Um pumpzinho para chegar antes e subir um pouco para descer de novo. Se você fica embaixo, o lip cai em cima (06:26–06:41, 08:36–09:04).
Além disso, apareceu um lobo-marinho. Douglas explicou que ele é curioso e só ataca se se sentir pressionado, então não se deve ir para cima dele (03:34–03:53).
Os minutos entre parênteses remetem à transcrição do áudio.
Plano para a próxima sessão
Cada um entra com um foco principal e uma frase para repetir na água. Para todos: se a onda está cheia, cutback na espuma.
| Surfista | Foco principal | Foco secundário | Frase para a água |
|---|
| Carlitos | Pernas juntas e firmes na remada | Duas ou três remadas a mais antes de subir | “Travei a prancha” |
| Ciro | Deixar a prancha correr no drop, sem chacoalhar | Quadril embaixo na rasgada; onda cheia, cutback | “Deixa ela correr” |
| Juan | Peito apontando para o bico da prancha | Subir depois de estabilizar, não ficar na base | “A GoPro no bico” |
| Rodo | Remar mais perto de onde a onda começa | Pernas firmes na remada e esperar a prancha descer | “Pego o trem na estação” |
| Rodri | Virar olhar e braços para baixo sem travar | Quadril embaixo depois do cutback | “Acredita no movimento” |
Logística
- À tarde, nova sessão. Falou-se em ir para El Salvador (46:15–46:38).
- Surfar de manhã até a tarde todos os dias cansa: tem que se dosar (49:42–49:47).
Surfistas

Carlitos
Douglas foi direto: “Carlitos não se deu bem hoje, tava difícil pra ele”. As ondas buraco e fracas não ajudaram. No fechamento, o próprio Carlitos se deu duas tarefas, e Douglas as reforçou.
O que saiu bem
- Provável: boa remada e bom posicionamento, “ele se mete em bom lugar para surfar, falta a hora” (36:17–36:31).
- Tem claro o que mudar: pernas juntas e firmes e dominar a prancha com o corpo (47:16–47:32).
No que trabalhar
- Travar a prancha com as pernas na remada. Se as pernas abrem, a prancha balança de um lado para o outro e freia. Tem que apertá-las: “travei a prancha, não se move mais” (47:16–47:28, 48:46–49:19).
- Duas ou três remadas a mais. “Dois, três mais ali e você entrava” (47:35–47:41).
Carlitos →

Ciro
Ciro venceu duas das três baterias com boas esquerdas, e Douglas elogiou uma onda inteira: “muito lindo, o olhar, os braços, bem técnico”. O que ele mais marcou foi um vício novo no drop, que Douglas chamou de urgente.
O que saiu bem
- Venceu a primeira bateria com 5,9 (ondas de 3 e 2,9) e a segunda com 3,5 (01:40–02:35).
- Uma onda “muito linda”: olhar e braços certos, “trabalhou e funcionou” (25:27–25:41).
- Um rasgadão (20:24) e uma ondaça, segundo os colegas (33:01–33:05).
- “Bonitinho o frame, tá no estilo” (16:36).
No que trabalhar
- Deixar a prancha correr no drop. Antes de descer, ele chacoalha a prancha uma ou duas vezes, em vez de apertar para ela correr: “aí você acaba com o teu surf”. Ciro disse que é para acomodar o pé. Douglas: “é urgente parar com isso” (20:24–20:33, 21:16–21:43, 24:07–24:22).
- Quadril embaixo na rasgada. Continua com o quadril alto. Sentar e levar a mão para frente (20:45–21:16).
- Onda cheia: cutback, não rasgada. Sobrou a primeira passada, que quebrou a velocidade: era para descer um pouco mais e puxar a manobra. Quando a onda está cheia, em vez de uma rasgada forte, manter a curva com o dedão do pé até rebater na espuma. “Onda cheia, roundhouse e cutback.” A rasgada estava bonita, “mas não era uma manobra pra essa onda” (15:25–16:41).
- Ele mesmo disse que falta levar o braço da frente (33:10, provável).
Ciro →

Juan
Juan veio com o foco no drop e deu para notar. Numa onda rapidíssima, “fiquei pensando no drop e coloquei bem os pés”, e Douglas resumiu: “não cai mais, já está tranquilo”. Agora o foco passa a ser para onde o corpo aponta.
O que saiu bem
- Drop pensado numa onda muito rápida, com os pés bem colocados e muita velocidade: “que gás que você deu!” (39:14–39:47).
- Uma onda que ele levou até a areia, usando a energia da onda (23:07–23:31).
- “Muito boa, Juan” (37:35). Em outra segurou e não caiu, “me gusta isso” (38:02, provável).
No que trabalhar
- Peito apontando para o bico da prancha. Dropa olhando para frente e com o peito de lado, então a prancha vai reta e ele não consegue virá-la. Tem que levar o quadril e o peito junto com a prancha, “como uma GoPro no bico”, descer com ela e só lá embaixo ir para cima (35:01–36:06).
- Subir depois de estabilizar. Quando já está em pé não pode ficar na base, porque acaba a velocidade. Tem que olhar para cima e levar o braço para lá. Se ficou esperando, agachar e pôr a mão para passar o peso para frente: “ia ser uma ondaça” (18:20–19:20).
- Não ficar com o peso atrás no drop. Desceu muito alto e com todo o peso no pé de trás. Pôr a mão da frente na prancha faz ele agachar e a prancha descer (17:09–17:56, provável).
Juan →

Rodo
Rodo remou bem e esteve em ondas boas, mas várias escaparam porque ele remou de muito atrás. Para a prancha dele, Douglas deu duas ferramentas: se posicionar mais perto do pico e remar com as pernas firmes. De uma das ondas que escaparam, Douglas disse que era “uma das melhores que eu vi”.
O que saiu bem
- “Rodo remando bem” (09:08).
- Escolheu uma das melhores ondas do dia; faltou chegar um pouco antes (30:47).
- Provável: a melhor subida dele. As mãos ficaram mais perto uma da outra e do peito, e ele segurou o drop (41:52–42:31).
No que trabalhar
- Pegar o trem na estação. Se vira assim que vê a onda vindo, ela quebra atrás dele. Tem que ir um pouco mais à frente, perto de onde a onda se arma, virar ali e remar com a energia dela: “em vez de dar dez, você dá duas” (27:27–30:47).
- Remada com o corpo firme. Com uma prancha tão grande, bater o pé não faz muita diferença. Melhor pés juntos, abdômen e pernas firmes para a prancha não se mexer, e braçadas fortes e sincronizadas, entrando com o braço perto da borda. Para ir mais rápido, encostar o peito na prancha (09:08–10:10).
- Esperar a prancha descer antes de subir. “Enquanto minha prancha não está descendo, eu não posso tentar subir”, porque não há velocidade. Segurar na borda é normal e vai mudar com o tempo (10:17–10:55).
- Ficar um pouco mais à frente na prancha. De todo modo as ondas estavam muito buraco, “não era uma onda para longboard” (47:46–48:13).
Rodo →

Rodri
Rodri venceu a terceira bateria com 7 pontos (ondas de 3 e 4) e pegou a melhor onda de uma série. Ontem virava antes da hora; hoje acontece o contrário: começa a manobra e trava no meio. A frase de Douglas: “tem que acreditar no movimento”.
O que saiu bem
- Venceu a terceira bateria com ondas de 3 e 4 pontos (02:56–03:16).
- A primeira manobra funcionou: bateu, voltou e bateu de novo (40:16, 41:20).
- A onda da série: “isso foi o melhor!”, com uma primeira manobra e depois a cavada (42:55–43:35).
- Puxou um cutbackzinho numa onda cheia (21:43).
No que trabalhar
- Acreditar no movimento. Chega lá em cima e trava. A prancha quer voltar, “só que o teu peito e o teu braço estão lá”. No lip tem que virar o olhar para baixo e depois os braços, de uma vez: “você faz e trava”. Com isso, “duas manobras iam ficar animal” (40:16–41:31, 43:16, 45:13–46:07).
- O tronco segue a prancha depois da manobra. Fica olhando a manobra e a onda empurra. Tem que virar o tronco para guiar até o bico (44:16–44:31).
- Quadril embaixo depois do cutback. Terminado o cutback, baixar o quadril. Se já está esticado, não sobra pressão para a próxima (21:51–22:27).
- Surfar com a prancha, não de lado. Dropa olhando para frente com o peito de lado. O peito tem que apontar para o bico (13:27–14:52, provável).
Rodri →